Aqui publico este magnífico texto de Rui Vieira Nery. Peço desculpa ao autor por usar a sua publicação mas penso que ele deve ser divulgado pela oportunidade da sua análise:
"Faz hoje precisamente quarenta anos teve lugar o golpe de Estado militar que depôs o governo legítimo do Presidente Salvador Allende e instaurou uma das ditaduras mais brutais que a América Latina conheceu no século XX. É ocasião para evocarmos e homenagearmos os milhares de cidadãos presos torturados e assassinados ao longo do regime criminoso presidido pelo General Pinochet. Mas é também tempo para lembrar a sua outra vertente igualmente assassina: a destruição radical do Estado Social, a total desregulamentação da Economia, a supressão dos direitos sociais, a repressão aos sindicatos, o empobrecimento generalizado da população, uma concentração de riqueza nas mãos da elite a uma escala sem precedentes, o ódio à cultura e aos seus criadores - ou seja, o modelo de referência que o Neo-Liberalismo hoje tenta impor por toda a Europa. Não admira que os seus promotores actuais tenham tanta dificuldade em conviver com as garantias constitucionais democráticas e com os tribunais que as sustentam."
"Faz hoje precisamente quarenta anos teve lugar o golpe de Estado militar que depôs o governo legítimo do Presidente Salvador Allende e instaurou uma das ditaduras mais brutais que a América Latina conheceu no século XX. É ocasião para evocarmos e homenagearmos os milhares de cidadãos presos torturados e assassinados ao longo do regime criminoso presidido pelo General Pinochet. Mas é também tempo para lembrar a sua outra vertente igualmente assassina: a destruição radical do Estado Social, a total desregulamentação da Economia, a supressão dos direitos sociais, a repressão aos sindicatos, o empobrecimento generalizado da população, uma concentração de riqueza nas mãos da elite a uma escala sem precedentes, o ódio à cultura e aos seus criadores - ou seja, o modelo de referência que o Neo-Liberalismo hoje tenta impor por toda a Europa. Não admira que os seus promotores actuais tenham tanta dificuldade em conviver com as garantias constitucionais democráticas e com os tribunais que as sustentam."




Sem comentários:
Enviar um comentário