
A ARANHA do meu destino
Faz teias de eu não pensar.
Não soube o que era em menino,
Sou adulto sem o achar.
É que a teia, de espalhada
Apanhou-me o querer ir...
Sou uma vida baloiçada
Na consciência de existir.
A aranha da minha sorte
Faz teia de muro a muro...
Sou presa do meu suporte
(Fernando Pessoa - Inéditas 1919-1935)




1 comentário:
A poesia do Pessoa é simplesmente genial e arrebatadora. Hoje, faz parte de mim, são seus poemas meus companheiros cotidianos. E a tua arte vai se entranhando em minhas retinas com suavidade. Belo post. Abraços, minha querida amiga.
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